domingo, 1 de fevereiro de 2026

Pulando Um Pouco O Passado e Falando Sobre O Período Atual (Obs.: Vou arrumar as legendas que não ficaram alinhadas)


Sei que posso ter sido ácida, em diversos momentos, porém muitas vezes, ser crossdresser ou pessoa não binária é bastante desafiador no Brasil, principalmente, e creio que no mundo, muito embora, em viagens pelo exterior, há anos, eu via manifestações homoafetivas e as pessoas pareciam não se importar, pelo menos não como os conservadores se importam no Brasil.

Um documentário feito há muitos anos, por uma diretora lésbica, Rita Moreira, se não me engano, de 1983, já revela o forte preconceito da sociedade contra os gays e a comunidade LGBTQIAPN+ em geral. Havia as pessoas comuns, assumidamente heterossexuais que defendiam a morte dos gays, e alguns chegavam inclusive a dizer que "isso não deveria existir". Tal visão, embora tenham aparecido leis que defendam as pessoas contra a homofobia e transfobia, é muito comum nos dias atuais, sobretudo da parte de pessoas que se dizem cristãs, as quais defendem discursos de ódio e de intolerância. Creio que, independentemente de crença, ou da ausência dela, o importante deveria ser a defesa da vida humana, e das diferenças, sejam elas quais forem

                 

               Sugestão: Temporada de Caça, dirigido por Rita Moreira
 

Eu sei que tem sido desafiador para mim me assumir crossdresser, embora eu sempre tenha tido essa tendência a gostar de me sentir feminina, de algum modo. A repressão se revelou na adolescência, momento em que minha libido explodiu, e eu acabava me sentindo muito feliz de colocar a cueca no meio do bumbum, o que me excitava, e me masturbava assim. Algumas vezes, eu me pegava fazendo isso mesmo dormindo. O impulso era muito forte. Mesmo sentindo preconceito, e gostando de me relacionar com mulheres, eu exercia minha feminilidade de alguma maneira, o que era mais fácil quando eu me masturbava, pois um dedinho no ânus, o que passei a fazer desde a adolescência, me fazia muito feliz. Eu adorava sentir prazer dessa maneira e o gozo era mais intenso, maravilhoso, libertador. Com mais idade, resolvi introduzir um objeto, e como não tinha coragem de ir comprar um brinquedo erótico na época, eu acabei colocando um cabo de madeira, de rodo, limpei bastante antes, e introduzi, lubrificando bastante com sabonete, o que eu já fazia antes, para colocar o dedo no ânus, o que era muito maravilhoso. Estimulava a próstata, e eu chegava a gozar cinco vezes seguidas, o que aproveitava para fazer em momentos nos quais estava sozinho em casa. Ia para a sala, ficava no sofá, em cima de um cobertor cor de rosa e branco (o rosa, uma cor bastante feminina), e me realizava. Depois, fui tomando coragem de fazer de algum modo, com as mulheres, embora eu ainda tivesse um certo preconceito. Na  medida em que me libertei, e pedi para elas me estimularem o ânus, o sexo se tornou ainda mais maravilhoso e libertador.

      

     A maravilha do dedinho introduzido no local certo!                                  

Mas, voltando à questão da aparência, e da minha feminilidade, não sou feminina, a partir da adolescência, os traços mais finos que eu tinha na infância desapareceram, e a testosterona veio forte, a voz engrossou, muitos pelos surgiram no meu corpo, e eu me tornei muito masculino/a. Como falei, levei tempo para me assumir crossdresser, e busco ter uma aparência mais feminina, de algum modo, começando por eliminar pelos do corpo, o que me faz muito bem. É maravilhoso ter a pele lisinha, adoro tocá-la assim, eu me sinto muito feminina. Espero, de algum modo, fazer uma feminização facial, que não fique tão evidente, e que de algum modo afine meus traços, o que me possibilite me sentir mais próxima de uma mulher, quando eu estiver montada e maquiada. Estou aprendendo maquiagem na prática, embora tenha feito um curso online com uma maquiadora profissional. Fica aqui registrada minha homenagem à Francine Garcia, Miss Panddora, pela qual tenho uma consideração imensa! Sugiro a todas crossdressers que façam uma produção com ela, é  maravilhoso!

E também espero conseguir, de algum modo, feminilizar meus contornos de pernas e bumbum. Eu sempre gostei muito do meu corpo, sobretudo do bumbum, acho que a natureza me privilegiou nesse sentido, e me considero razoavelmente atraente. Ao menos, como sapo.

Por enquanto, minhas considerações são essas. Deverei desenvolver o texto e o blog mais depois, com certeza.

 

 

          

O meu desafio de ser crossdresser, buscando cada vez mais minha feminilidade

     

 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Agora Vou Ser Concisa

Sei que posso parecer agressiva em alguns momentos, mas é o reflexo do preconceito sentido por parte  dessa sociedade, e muitas vezes, pela minha família. Venho lutando para superar, porque eu, pelo fato de ser diferente deles, nunca fui aceito, mesmo não tendo revelado meu lado feminino/crossdresser. Acho que sou muito sonhadora, sempre fui, e quando percebi que postar certas coisas em comunidades heteronormativas de redes sociais era super mal recebido, me desiludi, e vejo que o mundo não parece ter mudado tanto assim. Para muitas pessoas, infelizmente pessoas trans ou da comunidade LGBTQIAPN+ simplesmente não tem o direito de existir.

Mais uma postagem e esse meu singelo desabafo. Roberta Monique Vermont, uma crossdresser madura, cinquentona, em busca de se sentir melhor. 

Inspirada Para Escrever Mais - Considerações Pessoais


Acho que serei breve nesta postagem. (Editado: Mas, no final, não consegui.)

Em tempo: este blog não é para pessoas conservadoras e moralista. Eu gosto de sacanagem e putaria, e pelo que venho visto, muita gente gosta, e até adora.

Desde a década de 1980, quando fiquei espantada, tenho consciência de que muitos homens casados com mulheres iam fazer programas com as travestis para serem passivos com elas. O fato é muito comum, os banheirões existem há décadas nas grandes cidades, há um inclusive perto de casa, e até uma autoridade já foi pega nele com a boca cheia. A referida autoridade era casada com mulher, o que fez o assunto logo ser abafado pela mídia. Eu escrevia muita coisa de teor sexual em um certo local virtual de convívio comum, mas fui advertida que não mais deveria escrever. O assunto mexe muito comigo, como acho que mexe com muita gente. É pena que eu só tenha assumido esse meu lado crossdresser, que sempre existiu, mais recentemente, há poucos anos. Infelizmente, a doente sociedade heteronormativa, machista, misógina, homofóbica e transfóbica acaba nos influenciando, por mais que não queiramos. A lenda ainda é o homem ser ativo, homem ativo vale mais do que o passivo. Ser passivo é coisa de mulherzinha, de bicha, de gente de menos valor para a sociedade. E há muita gente hipócrita por aí, que banca a santa, e defende a família heteronormativa cristã, a família tradicional, mas escondido vai ser passivo, direto. Procurando por cruisings ou banheirões na internet, nota-se o quanto a prática homossexual entre homens é comum, e muitos escrevem, quando procuram parceiros ativos, que esses passivos são casados com mulheres e pedem sigilo. 

 
Uma boa explicação para a questão dos homens procurarem as travestis ativas

 

Hoje, tenho cada vez mais curiosidade em estudar Psicologia com especialização em sexualidade humana, que é muito abrangente e profunda. Noto que há muitas pessoas especializadas na internet, e uma parcela que diz conhecer  o assunto, embora eu não tenha tanta certeza assim com relação a esse segundo grupo de pessoas. 

Há alguns anos, vi uma reportagem no canal do bispo de uma mulher casada, que dizia que achava que tinha o casamento perfeito. Entretanto, um belo dia, fez um exame e descobriu que tinha Aids, e disse que só fazia sexo com o marido. O marido a havia contaminado, e algum tempo depois que ela soube, ele faleceu, e ela continuou precisando se tratar. Os machões casados com mulher, que bancam os héteros ativos, na verdade, gostam de ser passivos com outros homens, ou com travestis. Há vídeos de mulheres trans, na internet, contando diversos casos nesse nível, de um homem casado com mulher, que fez questão de ser passivo para dois outros em um desses vídeos, e exibia a aliança, de quatro para a câmera, como um fetiche, fez questão de ser comido eles, sendo que depois que um gozou dentro dele (fez questão de transar sem camisinha), deu para outro que fez o mesmo, encheu o canal dele de leite. Isso teria acontecido em um banheiro de supermercado, enquanto a esposa do "machão" fazia as compras. E depois ele disse que "ia levar leite para a esposa", sim, bem lá dentro do reguinho. 

É notável a hipocrisia da sociedade moderna. Tenho revistas famosas (sempre pensei em publicar na internet, citando a fonte) falando sobre o sexo na igreja católica, sobre as fieis casadas que transam com padres, entre outras peripécias. Eu que sigo o caminho espiritual porque tem me feito muito bem, noto a carga moralista das pessoas em geral. Tudo o que saia do padrão normal, da monogamia, do tradicional não é bem visto. Já me afastei de pessoas de locais em que a mentalidade vigente era a de que "homossexualidade é perversão", conforme ensinado pelos fundadores da organização.

Eu não conheço a vida particular dessas pessoas defensoras da "moralidade e bons costumes", e não posso afirmar se são realmente tão santas assim por detrás da fachada. Nos tempos atuais, fala-se de uma mulher famosa na mídia, de muitos anos, e que tem produzido conteúdo adulto na internet. Há poucos dias, revelou ter feito um vídeo de sexo com o próprio filho. Vi inúmeros comentários de pessoas se dizendo escandalizadas, e só gostaria de saber se não vão procurar assistir o vídeo, de modo escondido. Por mais que haja o acesso pago, sempre há vazamentos, e aí muitas pessoas acabam assistindo. O incesto tem sido prática um tanto comum, e há diversos vídeos desse fetiche pela internet. Em uma reportagem sobre motéis, publicada em uma revista há vários anos, uma recepcionista comentou que recebeu documentos de um casal e constatou que eram mãe e filho. Um professor de História do ensino intermediário relatou que a prática era comum na época do Brasil colônia. Pesquisando na internet, constatei que o tema, por ser envolto em tabu, é subnotificado, o que dificulta maiores estatísticas. O tema parece me lembrar os casos de adultério, "o que é proibido é mais gostoso". A monogamia, em geral, sempre me pareceu falida, já ouvi falar de inúmeros casos de adultério. E aplicativos de relacionamentos exclusivos para essa finalidade, de pessoas casadas que procuram parceiros/as para ter casos extraconjugais, tem inúmeros associados. E tem os lugares proibidos, a prática do dogging, o sexo em parques ou lugares públicos também excita muita gente. E em contrapartida ao banheirão e ao cruising dos homens gays, essa prática é predominantemente heterossexual. 

 

Relembrando Minha Primeira Experiência Sexual, Ainda Na Infância

 Pode até ser que a história que vou contar não tenha muito a ver com o crossdressing, mas acaba fazendo um certo sentido para mim, com relação à minha sexualidade. Quando aconteceu, eu era bem criança, devia ter uns quatro ou cinco anos e não fazia ideia do que vinha a ser sexo. Tal como falei, a época não era favorável, havia um clima de muita repressão e moralismo, que infelizmente, por parte de várias pessoas, parece persistir até os dias de hoje. Acho que cada um faz o que quer sexualmente, desde que não prejudique alguém. E como mencionei, minha família ia nessa onda conservadora. Eram pessoas doentes, na verdade, reprimidas e repressoras, então nunca teriam uma visão favorável a respeito. Acho até incrível como meu pai e minha mãe conseguiam transar 😀. Acabei descobrindo um livro de posições sexuais deles, depois de maduros, mas sem fotos explícitas, na verdade é um livro tradicional, escrito por um médico oriental, com o título Seja Feliz na Vida Sexual, e as posições são mostradas através de bonequinhos de madeira, sem cunho erótico. Um tanto surpreendente. 

Bem, o fato que ocorreu é que um menino aparecia para mexer no meu pau embaixo da mesa. Eu ia no Parquinho Infantil, uma espécie de pré escola, só que sem alfabetização. Nos dias atuais, o local ainda existe, e é conhecido por E.M.E.I. (Escola Municipal de Educação Infantil), e ficávamos boa parte do tempo, sobretudo em dias mais frios e chuvosos, sentados em uma grande mesa coletiva. Um belo dia, esse garoto negro se enfiou debaixo da mesa, e pediu para que eu deixasse ele mexer no meu pau. Eu era criança, e não vi mal algum na curiosidade dele pelo meu pipi (como meus pais se referiam ao membro masculino das crianças, inclusive eu). E quando ele começou a mexer, eu senti prazer, e meu cacete endureceu, então, quanto mais ele mexia, mais eu gostava, e mesmo não tendo ideia do que viesse a ser sexo ou um contato desse nível, eu gostava, ficava feliz. Dali um tempo, depois de mexer bastante, ficar ali me alisando e me masturbando de alguma maneira, ele ia embora, e eu estava satisfeito. Nem sei o que as crianças ao lado ou as professoras faziam, porque não viam. O normal de algumas das tias era sair de perto, e ficarem conversando entre elas. Havia uma que ia na geladeira, em outro ambiente, que era separado do nosso por um vidro, do recinto em que nós crianças na época ficávamos, e eu sempre a via mastigando alguma coisa que pegava no refrigerador. 

E lembro que o menino apareceu por diversos outros dias, para me enlouquecer de prazer, do meu jeito de criança. Eu já sentia alguma coisa prazerosa no membro, porque para não ter que operar da fimose, meus pais puxavam o prepúcio, e recomendavam que eu também o fizesse. Então, de qualquer modo, era normal. E com o tempo, parecia que a coisa foi ficando melhor. Eu acho que, mesmo sem saber direito do que se tratava, cheguei a gozar, a seco, e como era possível para uma criança de quatro ou cinco anos. Como não se falava no assunto, eu não tinha muita noção do que era homossexualidade ou heterossexualidade, apenas sabia que era bom ele ficar brincando com meu membro. E as noções básicas, da época eram de casais eminentemente heterossexuais, aliado ao fato de que qualquer oportunidade que propiciasse um contato mais íntimo com uma menina, praticamente não existia. O que acontecia, era ficar de mãos dadas com algumas, e da maneira mais inocente possível. E quanto a homossexuais, acho que nós crianças, nem tínhamos a noção de quem eram. Crescendo mais, a ideia que a sociedade e os pais passavam a meninos e meninas era de que as "bichas" eram anormais. De mulheres lésbicas, acho que nem era falado. Era o terrível preconceito social.



Eu tinha me acostumado com aquela brincadeira gostosa, que não fazia parte da idade, mas como aconteceu, eu deixava. Ele tinha falado alguma vez que ele iria mexer no meu pau, e que depois deixaria eu mexer no dele. Na minha ideia de criança, eu me sentia em uma certa desvantagem, porque só ele tinha acesso ao meu corpo, e eu não tive ao dele. Era a tal coisa, eu não fazia ideia do que era erotismo, mas o efeito proporcionado era ótimo, mesmo com o desconhecimento, porque ele alisava, o pinto crescia, ele via o resultado, e eu continuava sentindo prazer, o que estava ótimo para os dois.

Analisando mais racionalmente, de uma maneira psicológica, não sei se ele havia sofrido abuso, ou o que o motivara a fazer aquela manipulação. Eu lembro que eu era uma criança bem bonita, e não querendo me gabar, chamava a atenção das pessoas, então acho que ele acabou sentindo, de algum modo, uma certa atração por mim. O fato é que ele acabou me escolhendo para ser o acariciado dele. Não me recordo, honestamente, se ele chegou a fazer com outros meninos. Se fez, acabou vindo novamente me tocar. Pode ser bem provável que tenha feito.

Até que um dia, uma senhora feia, que tinha problema em uma perna, o viu me masturbando por debaixo da mesa, e claro, ficou super indignada com "tanta sem vergonhice" e o pegou pela orelha, de maneira bem forte, e levou a algum lugar de maior hierarquia ali na E.M.E.I., para receber a devida punição. Ali, a brincadeira acabou. Lembro que minha mãe dizia, anos depois, quando eu podia compreender, que a mentalidade daquelas pessoas de escola para com as crianças era a mais repressora possível. Aconselhavam aos pais que se pegassem os filhos em qualquer atitude de cunho mais sexual, que deveriam ser muito rigorosos e repressores. Compreensão maior não havia. Como eu era de família classe média, com pessoas de origem pobre, nunca existiria uma mentalidade favorável à compreensão. Lembro que Psicologia, depois que cresci, ainda era uma disciplina meio elitizada, um tanto inalcançável, e se considerava que apenas pessoas de maior poder aquisitivo poderiam fazer psicoterapia. Enfim, tempos um tanto sombrios, que ainda insistem em permanecer, de algum modo. Imaginem se pessoas com essa mentalidade iriam tolerar o filho gostando de se vestir com roupas femininas.

 


sábado, 3 de janeiro de 2026

A Minha Trajetória Como Crossdresser Sáfica - Que Sente Atração por Mulheres



 Às amigas e demais interessadas na história de uma crossdresser desde criança: resolvi contar minha trajetória de vida, começando por memórias da infância, numa época já um tanto distante, pois quando comecei a querer me montar para imitar mulheres e me sentir feminina, eu era ainda criança. Difícil dizer o que realmente me motivou, mas creio que talvez tenha sido o incentivo - por incrível que possa parecer - da minha própria família, quando por brincadeira, me disseram para vestir a anágua da minha mãe (popularmente conhecida como saiote), uma peça que não existe mais no vestuário feminino, pois sua função era evitar que a saia ficasse transparente, sendo a primeira peça vestida por baixo da segunda.

Antiga peça do vestuário feminino, a anágua

Acho que esse fato ocorreu bem cedo, por volta de quatro anos de idade, talvez. E lembro que isso acabou me incentivando e fazendo com que eu improvisasse vestimentas e produção femininas tal como eu podia, naqueles tempos de infância, em uma casa do tradicional bairro do Ipiranga, em São Paulo capital. Eu costumava usar lençóis, o que havia à mão, quando a roupa estava para ser lavada no quartinho onde havia a máquina de lavar, ao lado do tanque, o qual era chamado de lavanderia. Lembro de improvisar saias, vestidos, cabelos compridos, e até mesmo uma barriga de grávida. Muitos anos depois, falando com uma psicóloga com quem fazia terapia, ela me recordou de um fato bem simples, que a maior expressão da feminilidade é a gravidez.

E além disso, não havia como não sentir excitação sexual com o fato. Tudo era muito natural, e a ereção acontecia muito cedo, de forma espontânea e inevitável. Numa época distante, em que havia bastante censura e a questão sexual ainda era meio que tabu, apesar de já existir um certo decurso de tempo que a revolução sexual havia ocorrido, porém, no Brasil daquele período, que ainda vivia uma ditadura, e o moralismo era muito acentuado, o sexo não era bem visto pelos setores conservadores da sociedade, inclusive por minha família. Lembro de uma foto de nudez em uma popular revista de então, talvez Manchete ou Cruzeiro, e ante minha curiosidade, depois de um tempo, por ser uma das últimas folhas da referida publicação, ela foi arrancada, para evitar que eu questionasse a respeito da tão natural nudez do corpo humano.

Acredito que em revistas de carnaval, não me recordo direito se em casa mesmo ou em visita à casa de amigos ou conhecidos, muito provavelmente essa segunda hipótese, acabei folheando alguma revista e vendo cenas de maior nudez e erotismo, dentro do que era permitido na época, e ficado com curiosidade a respeito da nudez ou seminudez feminina, especialmente em épocas de carnaval. Via algumas mulheres de biquinis menores ou até mesmo fio dental ou tapa sexo, o que não era tão comum naqueles tempos tanto quanto é hoje, ou se tornou após a popularização do biquini fio dental. Sim, e para colocar ainda mais lenha na fogueira da minha feminilidade, além da saia ou vestido improvisado, enfiei a cueca no bumbum, para procurar imitar um tapa sexo, tal como havia visto nas revistas, e a ereção fortíssima ocorreu. Lembro que foi uma sensação maravilhosa, embora o fato mais do que natural, diante da ignorância de minha família, fosse tratado como um bicho de sete cabeças, tal como seria qualquer outro fato ligado ao assunto. 

Provavelmente o único modelo de tapa sexo (ou fio dental) que existia na década de 1970


Pulando Um Pouco O Passado e Falando Sobre O Período Atual (Obs.: Vou arrumar as legendas que não ficaram alinhadas)

Sei que posso ter sido ácida, em diversos momentos, porém muitas vezes, ser crossdresser ou pessoa não binária é bastante desafiador no Bras...