segunda-feira, 11 de maio de 2026

Novamente, o Velho Conservadorismo Revisitado

 

Infelizmente, por denúncias falsas anônimas, acabei perdendo minhas contas de Princesa no Instagram e Facebook e tem sido uma luta árdua para recuperar. E quanto a essas questões, tenho feito com outros o que fizeram comigo, denunciado coisas infames. E eu nada fiz, apenas postei um comentário erótico, com relação a prática de eu ser passiva em uma brincadeira com mulher. Algum/a infeliz denunciou dizendo que "eu ofereci serviços de prostituição pela internet". Jamais! Escrevi para o Meta, explicando tudo, mas me desabilitaram as contas sem investigar. Nunca fui uma garota de programa. Depois, postei uma imagem de banda de Rock fetichista, da década de 1980, chamada Bitch, álbum Be My Slave, e chamei pessoas para me adorarem como sua domme, nada mais. Foi uma brincadeira, uma chamada até inocente, sem foto de nudez ou explícita. Gostaria muito de descobrir a pessoa infeliz, e tirar satisfação e até tomar medias legais.

Sem contar uma outra questão que estou tentando resolver,  e tem sido desafiadora, já que o mundo tem andado bem doido, como diz o título em português de um filme clássico "Este Mundo É Um Hospício", dirigido por Frank Capra. O enredo é maluco, porém, o personagem principal descobre que sua família é mais maluca do que ele imaginava. 

Sim, e analisando o mundo atual, a religião, vemos que ele é mais maluco do que sempre pareceu. Continuam a bater na mesma tecla, que o Rock é música do mal, e desta vez, uma religião ou caminho espiritual que considero e até sigo, mas sem nomes. Não é porque sou crossdresser e um tanto empolgada eroticamente, que não sigo alguma prática espiritual, porque me acalma, me faz bem e me ajuda em uma questão que enfrento na vida. Aí, vejo isso, algumas denúncias de farsas, que não tenho como negar, diante das evidências, e que a frase "contra fatos não há argumentos" é totalmente verdadeira.

As pessoas só podem ser mesmo muito infelizes e moralistas. Evitando falar nomes, o termo "moral" sempre me causou asco, primeiro por causa da nefasta disciplina de horrendos tempos, idolatrados por néscios, em que havia a matéria escolar de educação moral e cívica. E curioso que todo "moralista", em qualquer época, é um podre que oculta suas mazelas. Principalmente nos tempos atuais. Ele faz escondido tudo aquilo que condena nos outros ou até pior. 

Aí, um livro sobre Raul Seixas, em que tem sua identidade um tanto disfarçada, levanta comentários sobre o fato de ele ter sido maluco. Sim, ele era assumido. E outros moralistas insanos falam que os hippies cultuavam o sexo e as substâncias psicoativas, e asneiras afins. A finalidade era libertária, de tirar o sexo da condição de pecado, da repressão que a sociedade e as religiões oficiais o colocaram e reabilitar a sua função como fonte de prazer e bem estar. Porém, sempre surgem os idiotas repressores. E as substâncias psicoativas, como cannabis e LSD visavam ajudar a induzir visões e experiências mais sutis e espirituais, sim, além de desencaretar os indivíduos. Engraçado que muitos as condenam, mas usam álcool e tabaco em grande quantidade. O álcool é livre, e sabemos o mal que causa, basta ver estatísticas. O tabaco industrializado contém grande quantidade de veneno. E quanto à questão erótica, duvido que as pessoas sejam tão santas assim. A velha história da família tradicional heteronormativa, em que o homem de família tem amantes, casos extraconjugais, ou então, sai escondido para ser passivo para travestis ou outros homens. Sempre ouvi falar muito disso, e está cheio, vejo na internet. Sei onde descobrir.

Enfim, as pessoas ficam condenando, excluindo hippies e outros alternativos, roqueiros, como se fossem santas e perfeitas, e estão longe disso.

Daí, seguem-se outras questões que tenho visto, vão em páginas e comunidades de pessoas liberais e ficam postando impropérios, dizendo que "elas não vão para o céu". Que céu, hein? Ainda acreditam nessa lorota? E como se fossem os amigos mais íntimos de Deus, e conhecessem o mais profundo de seus pensamentos. E recebem respostas rudes na medida de sua arrogância e ignorância. Tenho até visto pessoas estudiosas e simpáticas ao assunto, dizendo que a religião adoece as pessoas. Cerca de 2000 anos de uma certa religião oficial e o mundo não melhorou, não alcançamos a santidade que eles pregam.

Acho que se as pessoas não curtem alguma coisa, não é certo condenar, excluir, demonizar. Não gosta de pessoas LGBTQIAPN+ ou da união homoafetiva? Simples, não é obrigado/a a casar ou se relacionar intimamente com alguém do mesmo gênero. Muito menos obrigado/a a frequentar uma casa liberal. Costumo dizer que "quem desdenha quer comprar". Falam tanto contra, que provavelmente a vontade de fazer deve ser grande, e se escondem atrás da fachada do moralismo. Todo moralista, na verdade, é um depravado que se esconde. Há casos de pessoas tidas como respeitáveis envolvidas com pedofilia e coisas afins.

E aí, tudo vai para o universo BDSM, ficam condenando, ao invés de procurar entender e estudar sexualidade humana, dentro da Psicologia e mudar a visão preconceituosa. Não gosta de fetiches e BDSM? Simples, não faça, mas não fique condenando e demonizando os outros!

Vi algo semelhante à antiga (ou seria um tanto atual) patrulha anti Rock. Agora, com relação a um gênero musical moderno, que não gosto, não ouço e não recomendo. Tem um cidadão convertido perseguindo uma artista desse gênero, provavelmente porque ele quer aparecer e conseguir seguidores e fãs. A questão acabou indo parar na justiça, pelo que vi. Posso não gostar da música e da artista, mas eu jamais faria isso.

Sobre a questão do Rock, falei, porque em vez de se preocuparem com isso, não se engajam em lutas mais importantes? E citei que não é só no Rock que existem ou existiram pessoas que consomem substâncias tidas como ilegais. Estou lembrando de inúmeros casos aqui, de pessoas ricas, herdeiras, da TV, do cinema, e até amigos de um famoso dono de restaurante de antigamente, este último na TV, dizendo que impedia seus amigos e conhecidos de cheirarem cocaína no restaurante dele.

E seria ótimo, porém não entendo o porquê, que essas pessoas não fazem vídeos se manifestando contra a misoginia, o feminicídio, os abusos contra crianças, a pedofilia e os casos de maus tratos e torturas contra animais. Talvez não renda tanto engajamento quanto falar mal de Rock e bancar o moralista. Deve ser  isso. Porém, as questões que eu citei são muito mais urgentes e importantes, me parece.

Little Kisses da Roberta Monique Vermont. 

domingo, 12 de abril de 2026

A Árdua Luta

Ser diferente, neste mundo de iguais, já não é fácil. Tenho travado uma luta árdua. As visitas e comentários ao blog tem sido raros.Vou procurando ter mais e mais forças, encontrando pessoas que estejam na mesma vibe que eu. O preconceito contra crossdressers,  infelizmente, é grande. E tenho procurado ser mais light, por mais que as condenações sem apelação doam, por parte de pessoas que não fazem ou nunca fizeram ideia de como é ser diferente, e sofrer as discriminações do mundo. Em um país no qual pessoas LGBTQIAPN+ e outros grupos discriminados apoiam aqueles que são contra eles, o que se poderia esperar?

Espero que não tenhamos retrocessos, porque tem crápulas aí, daquele grupinho do trinônio integralista ou neofascista, que são contra a união homoafetiva e contra todos os avanços da comunidade nos últimos anos. Precisamos manter as leis que nos defendem! Muitas pessoas tem conseguido sair do armário graças a elas, e à tolerância, que tem parecido aumentar, embora boa parte da sociedade, que é doente, ainda continue homofóbica e transfóbica e defenda o nosso extermínio "em nome de deus", porque naquele livro tido como sagrado, está escrito que o dito deus deles não nos aprova. 

Sei que se nós, crossdressers e demais pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ não nos unirmos e não nos apoiarmos mutuamente, não será a sociedade homofóbica e transfóbica que o fará. 

Hoje, não estou muito inspirada para escrever, tenho tido uns projetos para fazer no masculino, e acabo adiando, porque ainda não transicionei e não sei se o farei. É um trabalho de detalhes, ter que cuidar de cabelo, depilação, maquiagem, unhas, roupas, sapatos e alguns acessórios para ser feminina, sem contar a terapia hormonal. E por enquanto, continuo sentindo atração por mulheres cis e trans. Tudo é questão de eu precisar refletir. 

Quanto aos projetos a fazer no masculino, creio que me animarão. São questões artísticas a compartilhar, que significam muito para mim, tem a ver com vivências que trago com muito carinho. Tentei criar um espaço meu em redes sociais, dividindo essas memórias, mas não sei por que cargas d'água, acharam que poderiam me cobrar por isso! Não se trata de um projeto comercial, não estou nem estava vendendo nada, apenas procurando compartilhar memórias.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Estou Um Tanto Sem Inspiração Para Escrever Agora

O fato que me entristece, atualmente, é que a sociedade, em geral, não aceita quem é diferente. Isso vale para crossdressers e pessoas não binárias em geral. E até para outros aspectos. 

Acho que se as pessoas não concordam com alguma prática, é tudo muito simples, basta não fazer. Respeitar a comunidade LGBTQIAPN+ não significa se tornar um, já que se tem tanta convicção sobre a própria heterossexualidade. Já vi pessoas inconformadas com o avanço dos direitos dos homossexuais e comunidade LGBTQIAPN+ falando em "ditadura gay". Eu nunca vi gays assumidos fazendo ditaduras, acho que isso é prática dos heterossexuais convictos.

Acho que a melhor coisa, quando se pode, é não falar sobre as preferências sexuais ou orientação afetiva. Se existe inferno, ele é criado pelo ser humano, graças à sua intransigência. Não sou ateia, porém tenho visto tantos absurdos supostamente defendidos "em nome de Deus", que fico abismada. Já vi postagens de pessoas que participam do meio liberal (swing e relacionamentos não monogâmicos), e que inclusive estudam a respeito do tema e oferecem mentoria e esclarecimentos para muitas pessoas, serem ofendidas, inclusive por fanáticos religiosos que disseram que "pessoas assim não vão para o céu". Tal como a pessoa ofendida respondeu, e eu concordo, o ofensor pensa que é representante direto de Deus. 

 


 

Se partirmos, então, para o Universo Fetichista, a questão se torna pior. Há psicólogos forenses e clínicos que estudam o assunto, e alguns, inclusive o praticam. Li que quando o sexo deixa de ser considerado apenas como uma forma de reprodução, isso perturba as pessoas conservadoras. As religiões oficiais sempre colocaram o sexo apenas como meio de reprodução, mas se esquecem de toda a questão do prazer e da realização pessoal bem como do auxílio no equilíbrio psicológico. Há inúmeros livros sobre sexualidade humana, muitos estudos, e desconsiderar esse aspecto é de um preconceito enorme. Bastou ter prazer e orgasmo diferente do que uma parte da sociedade moralista e conservadora dita, para se ser considerado do mal, do demônio ou alguma coisa parecida. 

Tenho lido publicações clássicas que encontrei em sebos, uma delas Sexo, Reich E Eu, do psicanalista José Ângelo Gaiarsa me ajudou a compreender mais a respeito desse aspecto tão importante da mentalidade e da vida humana. Estou para ler A Função do Orgasmo, de Wilhelm Reich, e sei que será também de muita ajuda e auxílio na maior compreensão do tema. 

        


 

Há outros livros super consagrados relativos à temática, que preciso reler, sobretudo inteiros. Amo cinema, música e literatura, e tenho um emprego convencional, não ligado a questões artísticas ou ao Universo Crossdresser, então, por vezes me falta tempo para ler tudo o que gostaria. Adquiri os relatórios Hite e Masters & Johnson, tratados célebres sobre a sexualidade humana. Há ainda o Relatório Kinsey, que espero adquirir.

Vou postando minhas considerações sobre o que acho do Universo Crossdresser, da sexualidade humana e do mundo em geral.

Por gentileza, deixe seus comentários respeitosos. Todos serão muito bem-vindos, caso respeitem essa moça crossdresser, jovem de alma, embora uma senhora cinquentona. Faça isso com relação às outras postagens, também. 

E peço que entendam os momentos em que sou ácida ou posso ter abusado do erotismo. Afinal, como disse a minha psicóloga: "eu sou uma pessoa muito sexual", devido a tudo que relatei a ela. 

Obrigada! Beijinhos da Roberta Monique Vermont! 

 


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Pulando Um Pouco O Passado e Falando Sobre O Período Atual (Obs.: Vou arrumar as legendas que não ficaram alinhadas)


Sei que posso ter sido ácida, em diversos momentos, porém muitas vezes, ser crossdresser ou pessoa não binária é bastante desafiador no Brasil, principalmente, e creio que no mundo, muito embora, em viagens pelo exterior, há anos, eu via manifestações homoafetivas e as pessoas pareciam não se importar, pelo menos não como os conservadores se importam no Brasil.

Um documentário feito há muitos anos, por uma diretora lésbica, Rita Moreira, se não me engano, de 1983, já revela o forte preconceito da sociedade contra os gays e a comunidade LGBTQIAPN+ em geral. Havia as pessoas comuns, assumidamente heterossexuais que defendiam a morte dos gays, e alguns chegavam inclusive a dizer que "isso não deveria existir". Tal visão, embora tenham aparecido leis que defendam as pessoas contra a homofobia e transfobia, é muito comum nos dias atuais, sobretudo da parte de pessoas que se dizem cristãs, as quais defendem discursos de ódio e de intolerância. Creio que, independentemente de crença, ou da ausência dela, o importante deveria ser a defesa da vida humana, e das diferenças, sejam elas quais forem

                 

               Sugestão: Temporada de Caça, dirigido por Rita Moreira
 

Eu sei que tem sido desafiador para mim me assumir crossdresser, embora eu sempre tenha tido essa tendência a gostar de me sentir feminina, de algum modo. A repressão se revelou na adolescência, momento em que minha libido explodiu, e eu acabava me sentindo muito feliz de colocar a cueca no meio do bumbum, o que me excitava, e me masturbava assim. Algumas vezes, eu me pegava fazendo isso mesmo dormindo. O impulso era muito forte. Mesmo sentindo preconceito, e gostando de me relacionar com mulheres, eu exercia minha feminilidade de alguma maneira, o que era mais fácil quando eu me masturbava, pois um dedinho no ânus, o que passei a fazer desde a adolescência, me fazia muito feliz. Eu adorava sentir prazer dessa maneira e o gozo era mais intenso, maravilhoso, libertador. Com mais idade, resolvi introduzir um objeto, e como não tinha coragem de ir comprar um brinquedo erótico na época, eu acabei colocando um cabo de madeira, de rodo, limpei bastante antes, e introduzi, lubrificando bastante com sabonete, o que eu já fazia antes, para colocar o dedo no ânus, o que era muito maravilhoso. Estimulava a próstata, e eu chegava a gozar cinco vezes seguidas, o que aproveitava para fazer em momentos nos quais estava sozinho em casa. Ia para a sala, ficava no sofá, em cima de um cobertor cor de rosa e branco (o rosa, uma cor bastante feminina), e me realizava. Depois, fui tomando coragem de fazer de algum modo, com as mulheres, embora eu ainda tivesse um certo preconceito. Na  medida em que me libertei, e pedi para elas me estimularem o ânus, o sexo se tornou ainda mais maravilhoso e libertador.

      

     A maravilha do dedinho introduzido no local certo!                                  

Mas, voltando à questão da aparência, e da minha feminilidade, não sou feminina, a partir da adolescência, os traços mais finos que eu tinha na infância desapareceram, e a testosterona veio forte, a voz engrossou, muitos pelos surgiram no meu corpo, e eu me tornei muito masculino/a. Como falei, levei tempo para me assumir crossdresser, e busco ter uma aparência mais feminina, de algum modo, começando por eliminar pelos do corpo, o que me faz muito bem. É maravilhoso ter a pele lisinha, adoro tocá-la assim, eu me sinto muito feminina. Espero, de algum modo, fazer uma feminização facial, que não fique tão evidente, e que de algum modo afine meus traços, o que me possibilite me sentir mais próxima de uma mulher, quando eu estiver montada e maquiada. Estou aprendendo maquiagem na prática, embora tenha feito um curso online com uma maquiadora profissional. Fica aqui registrada minha homenagem à Francine Garcia, Miss Panddora, pela qual tenho uma consideração imensa! Sugiro a todas crossdressers que façam uma produção com ela, é  maravilhoso!

E também espero conseguir, de algum modo, feminilizar meus contornos de pernas e bumbum. Eu sempre gostei muito do meu corpo, sobretudo do bumbum, acho que a natureza me privilegiou nesse sentido, e me considero razoavelmente atraente. Ao menos, como sapo.

Por enquanto, minhas considerações são essas. Deverei desenvolver o texto e o blog mais depois, com certeza.

 

 

          

O meu desafio de ser crossdresser, buscando cada vez mais minha feminilidade

     

 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Agora Vou Ser Concisa

Sei que posso parecer agressiva em alguns momentos, mas é o reflexo do preconceito sentido por parte  dessa sociedade, e muitas vezes, pela minha família. Venho lutando para superar, porque eu, pelo fato de ser diferente deles, nunca fui aceito, mesmo não tendo revelado meu lado feminino/crossdresser. Acho que sou muito sonhadora, sempre fui, e quando percebi que postar certas coisas em comunidades heteronormativas de redes sociais era super mal recebido, me desiludi, e vejo que o mundo não parece ter mudado tanto assim. Para muitas pessoas, infelizmente pessoas trans ou da comunidade LGBTQIAPN+ simplesmente não tem o direito de existir.

Mais uma postagem e esse meu singelo desabafo. Roberta Monique Vermont, uma crossdresser madura, cinquentona, em busca de se sentir melhor. 

Inspirada Para Escrever Mais - Considerações Pessoais


Acho que serei breve nesta postagem. (Editado: Mas, no final, não consegui.)

Em tempo: este blog causará indignação em para pessoas conservadoras e moralistas. Estou narrando fatos reais. Existem muitas dessas histórias e de outras.

Desde a década de 1980, quando fiquei espantada, tenho consciência de que muitos homens casados com mulheres iam fazer programas com as travestis para serem passivos com elas. O fato é muito comum, os banheirões existem há décadas nas grandes cidades, há um inclusive perto de casa, e até uma autoridade já foi pega nele com a boca cheia. A referida autoridade era casada com mulher, o que fez o assunto logo ser abafado pela mídia. Eu escrevia muita coisa de teor sexual em um certo local virtual de convívio comum, mas fui advertida que não mais deveria escrever. O assunto mexe muito comigo, como acho que mexe com muita gente. É pena que eu só tenha assumido esse meu lado crossdresser, que sempre existiu, mais recentemente, há poucos anos. Infelizmente, a doente sociedade heteronormativa, machista, misógina, homofóbica e transfóbica acaba nos influenciando, por mais que não queiramos. A lenda ainda é o homem ser ativo, homem ativo vale mais do que o passivo. Ser passivo é coisa de gente de menos valor para a sociedade, infelizmente. E há muita gente hipócrita por aí, que banca a santa, e defende a família heteronormativa cristã, a família tradicional, mas escondido vai ser passivo, direto. Procurando por cruisings ou banheirões na internet, nota-se o quanto a prática homossexual entre homens é comum, e muitos desses passivos escrevem que são casados com mulheres, quando procuram parceiros ativos, e pedem sigilo. 

 
Uma boa explicação para a questão dos homens procurarem as travestis ativas

 

Hoje, tenho cada vez mais curiosidade em estudar Psicologia com especialização em sexualidade humana, que é muito abrangente e profunda. Noto que há muitas pessoas especializadas na internet, e uma parcela que diz conhecer  o assunto, embora eu não tenha tanta certeza assim com relação a esse segundo grupo de pessoas. 

Há alguns anos, vi uma reportagem no canal de TV de um pastor de uma mulher casada, que dizia que achava que tinha o casamento perfeito. Entretanto, um belo dia, fez um exame e descobriu que tinha Aids, e disse que só fazia sexo com o marido. O marido a havia contaminado, e algum tempo depois que ela soube, ele faleceu, e ela continuou precisando se tratar. Os machões casados com mulher, que bancam os héteros ativos, na verdade, gostam de ser passivos com outros homens, ou com travestis. Há vídeos de mulheres trans, na internet, contando diversos casos nesse nível, de um homem casado com mulher, que fez questão de ser passivo para dois outros em um desses vídeos, e exibia a aliança, de quatro para a câmera, como um fetiche, teve orgulho de ser passivo para eles, sendo que depois de um leitar dentro dele (fez questão de transar sem camisinha), foi passivo para outro, que igualmente encheu o canal dele de líquido. Isso teria acontecido em um banheiro de supermercado, enquanto a esposa do "machão" fazia as compras. E depois ele disse que "ia levar leite para a esposa". 

É triste a hipocrisia da sociedade moderna. Tenho revistas famosas (sempre pensei em publicar na internet, citando a fonte) falando sobre o sexo na igreja católica, sobre as fieis casadas que transam com padres, entre outras peripécias. Eu que sigo o caminho espiritual porque tem me feito muito bem, noto a carga moralista das pessoas em geral. Tudo o que saia do padrão normal, da monogamia, do tradicional não é bem visto. Já me afastei de pessoas de locais em que a mentalidade vigente era a de que "homossexualidade é perversão", conforme ensinado pelos fundadores da organização.

Eu não conheço a vida particular dessas pessoas defensoras da "moralidade e bons costumes", e não posso afirmar se são realmente tão santas assim por detrás da fachada. Nos tempos atuais, fala-se de uma mulher famosa na mídia, de muitos anos, e que tem produzido conteúdo adulto na internet. Há poucos dias, revelou ter feito um vídeo erótico com o próprio filho. Vi inúmeros comentários de pessoas se dizendo escandalizadas, e só gostaria de saber se não vão procurar assistir o vídeo, de modo escondido. Por mais que haja o acesso pago, sempre há vazamentos, e aí muitas pessoas acabam assistindo. O incesto tem sido prática um tanto comum, e há diversos vídeos desse fetiche pela internet. Em uma reportagem sobre motéis, publicada em uma revista há vários anos, uma recepcionista comentou que recebeu documentos de um casal e constatou que eram mãe e filho. Um professor de História do ensino intermediário relatou que a prática era comum na época do Brasil colônia. Pesquisando na internet, constatei que o tema, por ser envolto em tabu, é subnotificado, o que dificulta maiores estatísticas. O tema parece me lembrar os casos de adultério, "o que é proibido é mais gostoso". A monogamia, em geral, sempre me pareceu falida, já ouvi falar de inúmeros casos de adultério. E aplicativos de relacionamentos exclusivos para essa finalidade, de pessoas casadas que procuram parceiros/as para ter casos extraconjugais, tem inúmeros associados. E tem os lugares proibidos, a prática do dogging, o sexo em parques ou lugares públicos também excita muita gente. E em contrapartida ao banheirão e ao cruising dos homens gays, essa prática é predominantemente heterossexual. 

 

Relembrando Minha Primeira Experiência Sexual, Ainda Na Infância

Pode até ser que a história que vou contar não tenha nada a ver com o crossdressing, na verdade não tem, mas acaba fazendo um certo sentido para mim, com relação à minha sexualidade. Quando aconteceu, eu era bem criança, devia ter uns quatro ou cinco anos e não fazia ideia do que vinha a ser sexo. Tal como falei, a época não era favorável, havia um clima de muita repressão e moralismo, que infelizmente, por parte de várias pessoas, parece persistir até os dias de hoje. Acho que cada um faz o que quer sexualmente, desde que não prejudique alguém. E como mencionei, minha família ia nessa onda conservadora. Eram pessoas doentes, na verdade, reprimidas e repressoras, então nunca teriam uma visão favorável a respeito. Acho até incrível como meu pai e minha mãe conseguiam transar 😀. Acabei descobrindo um livro de posições sexuais deles, depois de maduros, mas sem fotos explícitas, na verdade é um livro tradicional, escrito por um médico oriental, com o título Seja Feliz na Vida Sexual, e as posições são mostradas através de bonequinhos de madeira, sem cunho erótico. Um tanto surpreendente. 

Bem, o fato que ocorreu é que um menino aparecia para mexer no meu pau embaixo da mesa. Eu ia no Parquinho Infantil, uma espécie de pré escola, só que sem alfabetização. Nos dias atuais, o local ainda existe, e é conhecido por E.M.E.I. (Escola Municipal de Educação Infantil), e ficávamos boa parte do tempo, sobretudo em dias mais frios e chuvosos, sentados em uma grande mesa coletiva. Um belo dia, esse garoto se enfiou debaixo da mesa, e pediu para que eu deixasse ele mexer no meu pau. Eu era criança, e não vi mal algum na curiosidade dele pelo meu pipi (como meus pais se referiam ao membro masculino das crianças, inclusive eu). E quando ele começou a mexer, eu senti prazer, e meu cacete endureceu, então, quanto mais ele mexia, mais eu gostava, e mesmo não tendo ideia do que viesse a ser sexo ou um contato desse nível, eu gostava, ficava feliz. Dali um tempo, depois de mexer bastante, ficar ali me alisando e me masturbando de alguma maneira, ele ia embora, e eu estava satisfeito. Nem sei o que as crianças ao lado ou as professoras faziam, porque não viam. O normal de algumas das tias era sair de perto, e ficarem conversando entre elas. Havia uma que ia na geladeira, em outro ambiente, que era separado do nosso por um vidro, do recinto em que nós crianças na época ficávamos, e eu sempre a via mastigando alguma coisa que pegava no refrigerador. 

E lembro que o menino apareceu por diversos outros dias, para me enlouquecer de prazer, do meu jeito de criança. Eu já sentia alguma coisa prazerosa no membro, porque para não ter que operar da fimose, meus pais puxavam o prepúcio, e recomendavam que eu também o fizesse. Então, de qualquer modo, era normal. E com o tempo, parecia que a coisa foi ficando melhor. Eu acho que, mesmo sem saber direito do que se tratava, cheguei a gozar, a seco, e como era possível para uma criança de quatro ou cinco anos. Como não se falava no assunto, eu não tinha muita noção do que era homossexualidade ou heterossexualidade, apenas sabia que era bom ele ficar brincando com meu membro. E as noções básicas, da época eram de casais eminentemente heterossexuais, aliado ao fato de que qualquer oportunidade que propiciasse um contato mais íntimo com uma menina, praticamente não existia. O que acontecia, era ficar de mãos dadas com algumas, e da maneira mais inocente possível. E quanto a homossexuais, acho que nós crianças, nem tínhamos a noção de quem eram. Crescendo mais, a ideia que a sociedade e os pais passavam a meninos e meninas era de que as "bichas" eram anormais. De mulheres lésbicas, acho que nem era falado. Era o terrível preconceito social.



Eu tinha me acostumado com aquela brincadeira gostosa, que não fazia parte da idade, mas como aconteceu, eu deixava. Ele tinha falado alguma vez que ele iria mexer no meu pau, e que depois deixaria eu mexer no dele. Na minha ideia de criança, eu me sentia em uma certa desvantagem, porque só ele tinha acesso ao meu corpo, e eu não tive ao dele. Era a tal coisa, eu não fazia ideia do que era erotismo, mas o efeito proporcionado era ótimo, mesmo com o desconhecimento, porque ele alisava, o pinto crescia, ele via o resultado, e eu continuava sentindo prazer, o que estava ótimo para os dois.

Analisando mais racionalmente, de uma maneira psicológica, não sei se ele havia sofrido abuso, ou o que o motivara a fazer aquela manipulação. Eu lembro que eu era uma criança bem bonita, e não querendo me gabar, chamava a atenção das pessoas, então acho que ele acabou sentindo, de algum modo, uma certa atração por mim. O fato é que ele acabou me escolhendo para ser o acariciado dele. Não me recordo, honestamente, se ele chegou a fazer com outros meninos. Se fez, acabou vindo novamente me tocar. Pode ser bem provável que tenha feito.

Até que um dia, uma senhora que tinha problema em uma perna, o viu me masturbando por debaixo da mesa, e claro, ficou super indignada com "tanta sem vergonhice" e o pegou pela orelha, de maneira bem forte, e levou a algum lugar de maior hierarquia ali na E.M.E.I., para receber a devida punição. Ali, a brincadeira acabou. Lembro que minha mãe dizia, anos depois, quando eu podia compreender, que a mentalidade daquelas pessoas de escola para com as crianças era a mais repressora possível. Aconselhavam aos pais que se pegassem os filhos em qualquer atitude de cunho mais sexual, que deveriam ser muito rigorosos e repressores. Compreensão maior não havia. Como eu era de família classe média, com pessoas de origem pobre, nunca existiria uma mentalidade favorável à compreensão. Lembro que Psicologia, depois que cresci, ainda era uma disciplina meio elitizada, um tanto inalcançável, e se considerava que apenas pessoas de maior poder aquisitivo poderiam fazer psicoterapia. Enfim, tempos um tanto sombrios, que ainda insistem em permanecer, de algum modo. Imaginem se pessoas com essa mentalidade iriam tolerar o filho gostando de se vestir com roupas femininas.

 


Novamente, o Velho Conservadorismo Revisitado

  Infelizmente, por denúncias falsas anônimas, acabei perdendo minhas contas de Princesa no Instagram e Facebook e tem sido uma luta árdua...