terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Relembrando Minha Primeira Experiência Sexual, Ainda Na Infância

 Pode até ser que a história que vou contar não tenha muito a ver com o crossdressing, mas acaba fazendo um certo sentido para mim, com relação à minha sexualidade. Quando aconteceu, eu era bem criança, devia ter uns quatro ou cinco anos e não fazia ideia do que vinha a ser sexo. Tal como falei, a época não era favorável, havia um clima de muita repressão e moralismo, que infelizmente, por parte de várias pessoas, parece persistir até os dias de hoje. Acho que cada um faz o que quer sexualmente, desde que não prejudique alguém. E como mencionei, minha família ia nessa onda conservadora. Eram pessoas doentes, na verdade, reprimidas e repressoras, então nunca teriam uma visão favorável a respeito. Acho até incrível como meu pai e minha mãe conseguiam transar 😀. Acabei descobrindo um livro de posições sexuais deles, depois de maduros, mas sem fotos explícitas, na verdade é um livro tradicional, escrito por um médico oriental, com o título Seja Feliz na Vida Sexual, e as posições são mostradas através de bonequinhos de madeira, sem cunho erótico. Um tanto surpreendente. 

Bem, o fato que ocorreu é que um menino aparecia para mexer no meu pau embaixo da mesa. Eu ia no Parquinho Infantil, uma espécie de pré escola, só que sem alfabetização. Nos dias atuais, o local ainda existe, e é conhecido por E.M.E.I. (Escola Municipal de Educação Infantil), e ficávamos boa parte do tempo, sobretudo em dias mais frios e chuvosos, sentados em uma grande mesa coletiva. Um belo dia, esse garoto negro se enfiou debaixo da mesa, e pediu para que eu deixasse ele mexer no meu pau. Eu era criança, e não vi mal algum na curiosidade dele pelo meu pipi (como meus pais se referiam ao membro masculino das crianças, inclusive eu). E quando ele começou a mexer, eu senti prazer, e meu cacete endureceu, então, quanto mais ele mexia, mais eu gostava, e mesmo não tendo ideia do que viesse a ser sexo ou um contato desse nível, eu gostava, ficava feliz. Dali um tempo, depois de mexer bastante, ficar ali me alisando e me masturbando de alguma maneira, ele ia embora, e eu estava satisfeito. Nem sei o que as crianças ao lado ou as professoras faziam, porque não viam. O normal de algumas das tias era sair de perto, e ficarem conversando entre elas. Havia uma que ia na geladeira, em outro ambiente, que era separado do nosso por um vidro, do recinto em que nós crianças na época ficávamos, e eu sempre a via mastigando alguma coisa que pegava no refrigerador. 

E lembro que o menino apareceu por diversos outros dias, para me enlouquecer de prazer, do meu jeito de criança. Eu já sentia alguma coisa prazerosa no membro, porque para não ter que operar da fimose, meus pais puxavam o prepúcio, e recomendavam que eu também o fizesse. Então, de qualquer modo, era normal. E com o tempo, parecia que a coisa foi ficando melhor. Eu acho que, mesmo sem saber direito do que se tratava, cheguei a gozar, a seco, e como era possível para uma criança de quatro ou cinco anos. Como não se falava no assunto, eu não tinha muita noção do que era homossexualidade ou heterossexualidade, apenas sabia que era bom ele ficar brincando com meu membro. E as noções básicas, da época eram de casais eminentemente heterossexuais, aliado ao fato de que qualquer oportunidade que propiciasse um contato mais íntimo com uma menina, praticamente não existia. O que acontecia, era ficar de mãos dadas com algumas, e da maneira mais inocente possível. E quanto a homossexuais, acho que nós crianças, nem tínhamos a noção de quem eram. Crescendo mais, a ideia que a sociedade e os pais passavam a meninos e meninas era de que as "bichas" eram anormais. De mulheres lésbicas, acho que nem era falado. Era o terrível preconceito social.



Eu tinha me acostumado com aquela brincadeira gostosa, que não fazia parte da idade, mas como aconteceu, eu deixava. Ele tinha falado alguma vez que ele iria mexer no meu pau, e que depois deixaria eu mexer no dele. Na minha ideia de criança, eu me sentia em uma certa desvantagem, porque só ele tinha acesso ao meu corpo, e eu não tive ao dele. Era a tal coisa, eu não fazia ideia do que era erotismo, mas o efeito proporcionado era ótimo, mesmo com o desconhecimento, porque ele alisava, o pinto crescia, ele via o resultado, e eu continuava sentindo prazer, o que estava ótimo para os dois.

Analisando mais racionalmente, de uma maneira psicológica, não sei se ele havia sofrido abuso, ou o que o motivara a fazer aquela manipulação. Eu lembro que eu era uma criança bem bonita, e não querendo me gabar, chamava a atenção das pessoas, então acho que ele acabou sentindo, de algum modo, uma certa atração por mim. O fato é que ele acabou me escolhendo para ser o acariciado dele. Não me recordo, honestamente, se ele chegou a fazer com outros meninos. Se fez, acabou vindo novamente me tocar. Pode ser bem provável que tenha feito.

Até que um dia, uma senhora feia, que tinha problema em uma perna, o viu me masturbando por debaixo da mesa, e claro, ficou super indignada com "tanta sem vergonhice" e o pegou pela orelha, de maneira bem forte, e levou a algum lugar de maior hierarquia ali na E.M.E.I., para receber a devida punição. Ali, a brincadeira acabou. Lembro que minha mãe dizia, anos depois, quando eu podia compreender, que a mentalidade daquelas pessoas de escola para com as crianças era a mais repressora possível. Aconselhavam aos pais que se pegassem os filhos em qualquer atitude de cunho mais sexual, que deveriam ser muito rigorosos e repressores. Compreensão maior não havia. Como eu era de família classe média, com pessoas de origem pobre, nunca existiria uma mentalidade favorável à compreensão. Lembro que Psicologia, depois que cresci, ainda era uma disciplina meio elitizada, um tanto inalcançável, e se considerava que apenas pessoas de maior poder aquisitivo poderiam fazer psicoterapia. Enfim, tempos um tanto sombrios, que ainda insistem em permanecer, de algum modo. Imaginem se pessoas com essa mentalidade iriam tolerar o filho gostando de se vestir com roupas femininas.

 


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