terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Inspirada Para Escrever Mais - Considerações Pessoais


Acho que serei breve nesta postagem. (Editado: Mas, no final, não consegui.)

Em tempo: este blog não é para pessoas conservadoras e moralista. Eu gosto de sacanagem e putaria, e pelo que venho visto, muita gente gosta, e até adora.

Desde a década de 1980, quando fiquei espantada, tenho consciência de que muitos homens casados com mulheres iam fazer programas com as travestis para serem passivos com elas. O fato é muito comum, os banheirões existem há décadas nas grandes cidades, há um inclusive perto de casa, e até uma autoridade já foi pega nele com a boca cheia. A referida autoridade era casada com mulher, o que fez o assunto logo ser abafado pela mídia. Eu escrevia muita coisa de teor sexual em um certo local virtual de convívio comum, mas fui advertida que não mais deveria escrever. O assunto mexe muito comigo, como acho que mexe com muita gente. É pena que eu só tenha assumido esse meu lado crossdresser, que sempre existiu, mais recentemente, há poucos anos. Infelizmente, a doente sociedade heteronormativa, machista, misógina, homofóbica e transfóbica acaba nos influenciando, por mais que não queiramos. A lenda ainda é o homem ser ativo, homem ativo vale mais do que o passivo. Ser passivo é coisa de mulherzinha, de bicha, de gente de menos valor para a sociedade. E há muita gente hipócrita por aí, que banca a santa, e defende a família heteronormativa cristã, a família tradicional, mas escondido vai ser passivo, direto. Procurando por cruisings ou banheirões na internet, nota-se o quanto a prática homossexual entre homens é comum, e muitos escrevem, quando procuram parceiros ativos, que esses passivos são casados com mulheres e pedem sigilo. 

 
Uma boa explicação para a questão dos homens procurarem as travestis ativas

 

Hoje, tenho cada vez mais curiosidade em estudar Psicologia com especialização em sexualidade humana, que é muito abrangente e profunda. Noto que há muitas pessoas especializadas na internet, e uma parcela que diz conhecer  o assunto, embora eu não tenha tanta certeza assim com relação a esse segundo grupo de pessoas. 

Há alguns anos, vi uma reportagem no canal do bispo de uma mulher casada, que dizia que achava que tinha o casamento perfeito. Entretanto, um belo dia, fez um exame e descobriu que tinha Aids, e disse que só fazia sexo com o marido. O marido a havia contaminado, e algum tempo depois que ela soube, ele faleceu, e ela continuou precisando se tratar. Os machões casados com mulher, que bancam os héteros ativos, na verdade, gostam de ser passivos com outros homens, ou com travestis. Há vídeos de mulheres trans, na internet, contando diversos casos nesse nível, de um homem casado com mulher, que fez questão de ser passivo para dois outros em um desses vídeos, e exibia a aliança, de quatro para a câmera, como um fetiche, fez questão de ser comido eles, sendo que depois que um gozou dentro dele (fez questão de transar sem camisinha), deu para outro que fez o mesmo, encheu o canal dele de leite. Isso teria acontecido em um banheiro de supermercado, enquanto a esposa do "machão" fazia as compras. E depois ele disse que "ia levar leite para a esposa", sim, bem lá dentro do reguinho. 

É notável a hipocrisia da sociedade moderna. Tenho revistas famosas (sempre pensei em publicar na internet, citando a fonte) falando sobre o sexo na igreja católica, sobre as fieis casadas que transam com padres, entre outras peripécias. Eu que sigo o caminho espiritual porque tem me feito muito bem, noto a carga moralista das pessoas em geral. Tudo o que saia do padrão normal, da monogamia, do tradicional não é bem visto. Já me afastei de pessoas de locais em que a mentalidade vigente era a de que "homossexualidade é perversão", conforme ensinado pelos fundadores da organização.

Eu não conheço a vida particular dessas pessoas defensoras da "moralidade e bons costumes", e não posso afirmar se são realmente tão santas assim por detrás da fachada. Nos tempos atuais, fala-se de uma mulher famosa na mídia, de muitos anos, e que tem produzido conteúdo adulto na internet. Há poucos dias, revelou ter feito um vídeo de sexo com o próprio filho. Vi inúmeros comentários de pessoas se dizendo escandalizadas, e só gostaria de saber se não vão procurar assistir o vídeo, de modo escondido. Por mais que haja o acesso pago, sempre há vazamentos, e aí muitas pessoas acabam assistindo. O incesto tem sido prática um tanto comum, e há diversos vídeos desse fetiche pela internet. Em uma reportagem sobre motéis, publicada em uma revista há vários anos, uma recepcionista comentou que recebeu documentos de um casal e constatou que eram mãe e filho. Um professor de História do ensino intermediário relatou que a prática era comum na época do Brasil colônia. Pesquisando na internet, constatei que o tema, por ser envolto em tabu, é subnotificado, o que dificulta maiores estatísticas. O tema parece me lembrar os casos de adultério, "o que é proibido é mais gostoso". A monogamia, em geral, sempre me pareceu falida, já ouvi falar de inúmeros casos de adultério. E aplicativos de relacionamentos exclusivos para essa finalidade, de pessoas casadas que procuram parceiros/as para ter casos extraconjugais, tem inúmeros associados. E tem os lugares proibidos, a prática do dogging, o sexo em parques ou lugares públicos também excita muita gente. E em contrapartida ao banheirão e ao cruising dos homens gays, essa prática é predominantemente heterossexual. 

 

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