sábado, 14 de fevereiro de 2026

Estou Um Tanto Sem Inspiração Para Escrever Agora

O fato que me entristece, atualmente, é que a sociedade, em geral, não aceita quem é diferente. Isso vale para crossdressers e pessoas não binárias em geral. E até para outros aspectos. 

Acho que se as pessoas não concordam com alguma prática, é tudo muito simples, basta não fazer. Respeitar a comunidade LGBTQIAPN+ não significa se tornar um, já que se tem tanta convicção sobre a própria heterossexualidade. Já vi pessoas inconformadas com o avanço dos direitos dos homossexuais e comunidade LGBTQIAPN+ falando em "ditadura gay". Eu nunca vi gays assumidos fazendo ditaduras, acho que isso é prática dos heterossexuais convictos.

Acho que a melhor coisa, quando se pode, é não falar sobre as preferências sexuais ou orientação afetiva. Se existe inferno, ele é criado pelo ser humano, graças à sua intransigência. Não sou ateia, porém tenho visto tantos absurdos supostamente defendidos "em nome de Deus", que fico abismada. Já vi postagens de pessoas que participam do meio liberal (swing e relacionamentos não monogâmicos), e que inclusive estudam a respeito do tema e oferecem mentoria e esclarecimentos para muitas pessoas, serem ofendidas, inclusive por fanáticos religiosos que disseram que "pessoas assim não vão para o céu". Tal como a pessoa ofendida respondeu, e eu concordo, o ofensor pensa que é representante direto de Deus. 

 


 

Se partirmos, então, para o Universo Fetichista, a questão se torna pior. Há psicólogos forenses e clínicos que estudam o assunto, e alguns, inclusive o praticam. Li que quando o sexo deixa de ser considerado apenas como uma forma de reprodução, isso perturba as pessoas conservadoras. As religiões oficiais sempre colocaram o sexo apenas como meio de reprodução, mas se esquecem de toda a questão do prazer e da realização pessoal bem como do auxílio no equilíbrio psicológico. Há inúmeros livros sobre sexualidade humana, muitos estudos, e desconsiderar esse aspecto é de um preconceito enorme. Bastou ter prazer e orgasmo diferente do que uma parte da sociedade moralista e conservadora dita, para se ser considerado do mal, do demônio ou alguma coisa parecida. 

Tenho lido publicações clássicas que encontrei em sebos, uma delas Sexo, Reich E Eu, do psicanalista José Ângelo Gaiarsa me ajudou a compreender mais a respeito desse aspecto tão importante da mentalidade e da vida humana. Estou para ler A Função do Orgasmo, de Wilhelm Reich, e sei que será também de muita ajuda e auxílio na maior compreensão do tema. 

        


 

Há outros livros super consagrados relativos à temática, que preciso reler, sobretudo inteiros. Amo cinema, música e literatura, e tenho um emprego convencional, não ligado a questões artísticas ou ao Universo Crossdresser, então, por vezes me falta tempo para ler tudo o que gostaria. Adquiri os relatórios Hite e Masters & Johnson, tratados célebres sobre a sexualidade humana. Há ainda o Relatório Kinsey, que espero adquirir.

Vou postando minhas considerações sobre o que acho do Universo Crossdresser, da sexualidade humana e do mundo em geral.

Por gentileza, deixe seus comentários respeitosos. Todos serão muito bem-vindos, caso respeitem essa moça crossdresser, jovem de alma, embora uma senhora cinquentona. Faça isso com relação às outras postagens, também. 

E peço que entendam os momentos em que sou ácida ou posso ter abusado do erotismo. Afinal, como disse a minha psicóloga: "eu sou uma pessoa muito sexual", devido a tudo que relatei a ela. 

Obrigada! Beijinhos da Roberta Monique Vermont! 

 


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Pulando Um Pouco O Passado e Falando Sobre O Período Atual (Obs.: Vou arrumar as legendas que não ficaram alinhadas)


Sei que posso ter sido ácida, em diversos momentos, porém muitas vezes, ser crossdresser ou pessoa não binária é bastante desafiador no Brasil, principalmente, e creio que no mundo, muito embora, em viagens pelo exterior, há anos, eu via manifestações homoafetivas e as pessoas pareciam não se importar, pelo menos não como os conservadores se importam no Brasil.

Um documentário feito há muitos anos, por uma diretora lésbica, Rita Moreira, se não me engano, de 1983, já revela o forte preconceito da sociedade contra os gays e a comunidade LGBTQIAPN+ em geral. Havia as pessoas comuns, assumidamente heterossexuais que defendiam a morte dos gays, e alguns chegavam inclusive a dizer que "isso não deveria existir". Tal visão, embora tenham aparecido leis que defendam as pessoas contra a homofobia e transfobia, é muito comum nos dias atuais, sobretudo da parte de pessoas que se dizem cristãs, as quais defendem discursos de ódio e de intolerância. Creio que, independentemente de crença, ou da ausência dela, o importante deveria ser a defesa da vida humana, e das diferenças, sejam elas quais forem

                 

               Sugestão: Temporada de Caça, dirigido por Rita Moreira
 

Eu sei que tem sido desafiador para mim me assumir crossdresser, embora eu sempre tenha tido essa tendência a gostar de me sentir feminina, de algum modo. A repressão se revelou na adolescência, momento em que minha libido explodiu, e eu acabava me sentindo muito feliz de colocar a cueca no meio do bumbum, o que me excitava, e me masturbava assim. Algumas vezes, eu me pegava fazendo isso mesmo dormindo. O impulso era muito forte. Mesmo sentindo preconceito, e gostando de me relacionar com mulheres, eu exercia minha feminilidade de alguma maneira, o que era mais fácil quando eu me masturbava, pois um dedinho no ânus, o que passei a fazer desde a adolescência, me fazia muito feliz. Eu adorava sentir prazer dessa maneira e o gozo era mais intenso, maravilhoso, libertador. Com mais idade, resolvi introduzir um objeto, e como não tinha coragem de ir comprar um brinquedo erótico na época, eu acabei colocando um cabo de madeira, de rodo, limpei bastante antes, e introduzi, lubrificando bastante com sabonete, o que eu já fazia antes, para colocar o dedo no ânus, o que era muito maravilhoso. Estimulava a próstata, e eu chegava a gozar cinco vezes seguidas, o que aproveitava para fazer em momentos nos quais estava sozinho em casa. Ia para a sala, ficava no sofá, em cima de um cobertor cor de rosa e branco (o rosa, uma cor bastante feminina), e me realizava. Depois, fui tomando coragem de fazer de algum modo, com as mulheres, embora eu ainda tivesse um certo preconceito. Na  medida em que me libertei, e pedi para elas me estimularem o ânus, o sexo se tornou ainda mais maravilhoso e libertador.

      

     A maravilha do dedinho introduzido no local certo!                                  

Mas, voltando à questão da aparência, e da minha feminilidade, não sou feminina, a partir da adolescência, os traços mais finos que eu tinha na infância desapareceram, e a testosterona veio forte, a voz engrossou, muitos pelos surgiram no meu corpo, e eu me tornei muito masculino/a. Como falei, levei tempo para me assumir crossdresser, e busco ter uma aparência mais feminina, de algum modo, começando por eliminar pelos do corpo, o que me faz muito bem. É maravilhoso ter a pele lisinha, adoro tocá-la assim, eu me sinto muito feminina. Espero, de algum modo, fazer uma feminização facial, que não fique tão evidente, e que de algum modo afine meus traços, o que me possibilite me sentir mais próxima de uma mulher, quando eu estiver montada e maquiada. Estou aprendendo maquiagem na prática, embora tenha feito um curso online com uma maquiadora profissional. Fica aqui registrada minha homenagem à Francine Garcia, Miss Panddora, pela qual tenho uma consideração imensa! Sugiro a todas crossdressers que façam uma produção com ela, é  maravilhoso!

E também espero conseguir, de algum modo, feminilizar meus contornos de pernas e bumbum. Eu sempre gostei muito do meu corpo, sobretudo do bumbum, acho que a natureza me privilegiou nesse sentido, e me considero razoavelmente atraente. Ao menos, como sapo.

Por enquanto, minhas considerações são essas. Deverei desenvolver o texto e o blog mais depois, com certeza.

 

 

          

O meu desafio de ser crossdresser, buscando cada vez mais minha feminilidade

     

 

Estou Um Tanto Sem Inspiração Para Escrever Agora

O fato que me entristece, atualmente, é que a sociedade, em geral, não aceita quem é diferente. Isso vale para crossdressers e pessoas não b...